domingo, 21 de dezembro de 2008

A chuva

Lá chove seco
Ali chove molhado
Em reza pra santo forte
Nem enchente alivia
Em reza pra santo forte
Só mandacaru faz um agrado

APELATIVA

APELATIVA
A PELE
APELE
A PELE ATIVA

Os fios

com fios
muitos fios
cem fios
sem fim
de fios
em trios
ou sozinhos
embaraçados
com nós atados
estão os fios

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Esses

sucessões
de sucessos
que se sucedem
sucessivamente
sem cessar

pechincha

vem de
vender
peixe
barato
na
chincha

MONEY

LEITE
DO
POVO
DE
ELITE

de cor ação

decora
ação
de cor
ação
e faz das
tripas
...coração
agagueiraquasepalavra
quaseaborta
apalavraquasesilêncio
quasetransborda
osilêncioquaseeco



(do livro de Arnaldo Antunes: 2 ou + corpos no mesmo espaço)

domingo, 14 de dezembro de 2008

Efes

fadas
safadas
fartas
de fardos
e fados
os fatos
são fáceis
e fracos
frágeis
façamos
para não
falhar
é tudo
farinha
do mesmo
frasco
saco

sábado, 13 de dezembro de 2008

Noção

no som,
sem noção
sem som
consenso
sem senso
silêncio
silêncio
atento
no som

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Necessária

Meu nome
Todos sabem
Muitos me adotam
Me alimentam de otimismo
Saciam minha sede pelo positivismo
Eu sou imortal
Nem tente me matar
Eu sobrevivo!
Eu sou aquilo que está dentro de você
Talvez você nem saiba, mas
Eu sou a Esperança

Além do espaço físico

Espírito ancestral
Do lado materno
Pela conspiração da natureza
Me preocupo e cuido
Como sua mãe
Somo seres elevados
Virados de frente
Que se ajudam, se apoiam
Com a maior constância
Além do espaço físico
Dentro do espaço cósmico

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Parceria

pra mim, escrever não tem sentido...
desde o momento que passa a ter
não se chama mais arte
e deixar de ter sentido
é deixar a poesia ser o que tem de ser

sem paravras
para dizer que
cem palavras
são poucas
e sem as cem
não sou letrada
nem amada

quando não somos mais escravos de nós mesmos
somos feitos uns para os outros...
outros se perdem em si e em outros,
que se encontram nos outros
e se acham em si

assim me acho em ti
me acho em mim
em mim não me perco
em mim eu te encontro

______________________________ Sr. Srª. Lombra

Ver-te Verde

azul
porque
te quero
cru

rosa
porque
eu quero
a nossa

vinho
porque
não te quero
sozinho

ver-te
porque
te quero
verde
porque
te quero
ver
de
verde e
ver-te
sempre

Valsa

1, 2, 3, 1, 2, 3, 1, 2, 3

Ando
Pensando
Lissandro
Cantando
Sonhando
Visando
Dançando
Amando
Lissandro

No meio do caminho tinha uma Lombra (paródia)

No meio do caminho tinha uma Lombra
Tinha uma Lombra no meio do caminho
Com muito carinho peguei no colo
No colo peguei com muito carinho
Não passei por cima dela
Por cima dela não passei
Abracei como uma fera
Como uma fera abracei

Ani Rbas

Ani Rbas
Ela é filha da arquiteta de Babel
Ani Rbas
Princesa das Bruxas na floresta da Bruma
Fillha do tratador de cavalos de Menelik
Ani Rbas

________________ Lombra

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Polir

Difícildeserconjugado

Colorir, idem

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Bom Apetite

se jantou, já
jantou-se já
já se jantou
jantou se já
jantar-se-á
jantar-se já
jantar-te-ei
jantar-me-á

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Lê-se de forma livre

-------------C
-------------O
-------------N
-------------C
-------------R
-------------E
-------------T
-L O M B R A
------I
------N
------H
------A

top top top

top
irando
na
sua
for
ma
de
fa
lar
com
a
lua

top
irando
na
sua
for
ma
de
a
mar

top
irada
na
sua

Agora eu sou Sabrina

Já fui descabelada
Já fui desconsertada
já fui toda errada
Já fui jovenzinha
Já fui ajeitadinha
Já fui descoladinha
Já fui uma princesinha
Já fui uma rainha
Agora eu sou Sabrina

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Mãe-Tudo

Se eu fosse renomear
Seria Tudo.
Na minha vida,
Um milhão de Tudo.
Ou melhor,
Infinito dele.
Se eu fosse classificar,
Não seria apenas Mãe,
Amiga e companheira,
Além da vida,
Até depois
Da vida inteira.
Se os anos Contassem a falta,
Tamanha falta faria...
Não deixaria esse amor
Debaixo desse concreto gigante.
Sei que além do Céu
Tem uma estrela brilhante.
Ela ilumina o meu caminho
Com muito amor e carinho
E sei que esse valor
Não caminha sozinho.
Descubro que quanto mais falta física
Dois anos de ausência não é nada
Muito muito pior seria
Passar a vida inteira sem ser amada.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Vive la fête

Atravesso
Atrás do avesso
Atrás do verso
Converso
Com verso
Enfrentar
De frente
Ao entrar
Confete
Vive la fête
Você
Voz do ser
Voltar a ter
Vontade de
Acolher...
-te

Vontades

Atravesso pontes
Observo o horizonte
Subo escadas
Chego no céu
Abraço estrelas
Eu preciso

Palavras
Quero comê-las
Devorá-las
Sopa de letrinhas

Desejo Infinito
Interminável
Eterno
Além do além

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O que está por vir

Me viro pro lado do sim
As coisas boas que estão por vir
Aceito
Aproveito
Mereço

Capto a luz
Ilumino
Torço pela mudança positiva
Acredito na evoluçao

Me cubro de sedas
Rasgo sedas
Admiro
Agradeço

Deixo que a chuva lave
Molhe
Purifique
Renove
Aquilo que não era bom

Danço
Canto
Toco
Espanto

Pulo

quedas e saltos
pulo pulo
me jogo do céu
não caio caio
vôo vôo
flutuo
viajo
sonho
acordo
caio caio
saio saio
do chão e não
assim não
de leve leve
levanto e ando
levito depressa
com pressa pressa
viajo
salto
sonho

Poesia sem nome (Parceria)

Sou terra, sou chão, sou ar
minha natureza é teu lar
e na imensidão do mar eu encontro a paz
na grandeza do céu, meu luar
meu lar
parece que as vezes vou chegar lá
enquanto isso continuo a caminhar
vendo a beleza desse universo
respirando bons ares
apreciando tudo o que a natureza nos deixou
a nascente de um rio
raios de sol pra me ilumina
relevar meu espírito
sossegar
relaxar
como uma flor sem espinhos
que parece meditar nesse lugar
com os pés na terra fofa
e cabeça no céu iluminado
que me faz transcender para um mundo paralelo

Caio Flavoni e Sabrina

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Nêgo

Nêgo da força de um guerreiro
Da paciência de um monge
Da mesma forma que me nota
Me quer bem até de longe

Guiado pelas sensibilidades
Protegido pelos orixás
Tem as espertezas das entidades
Que nunca as deixará

Nêgo amante da Lua
Muito querido por mim
Possui uma graça que é só sua
Uma graça que não tem fim

terça-feira, 30 de setembro de 2008

A realidade

A realidade maltrata
Ela é cruel
Nos consome
Nos suga
Nos cansa
O sonho é um refúgio
Mais vale
Mil Sabrinas sonhando
Que apenas uma com pé no chão
Ou não
Parcialmente com pé no chão
Porque a realidade maltrata
Ela é cruel
E o sonho é um refúgio
Não é maneira de fechar os olhos
O mundo me espera, eu sei
Não cruzo os braços a ele
Conheço minha forma de mudá-lo
Mesmo assim estou ciente
Que a realidade maltrata
Ela é cruel
O sonho é um refúgio
E é preciso que haja
Uma overdose de esperança

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A Perfeição

A perfeição é
A pretensão do ser humano
O inalcançável
O inatingível
O impossível
Felizes daqueles
Que conseguem viver
No amor pleno
Esses, por um lado,
Chegam na quase-perfeição
Porque é à base do amor
Que as coisas são conquistadas
É a partir dele que tudo começa
Mas lembrem-se:
A perfeição, só a Natureza atinge

domingo, 21 de setembro de 2008

O Multiverso

A minh'alma quer viajar
Passear
Ela deseja
Ela sonha
Ela consegue
Ela vai
Vagando pelas estrelas
Dá a volta pelo Universo
E não satisfeita
Ela insiste em conhecê-lo todo
Não é o suficiente
Pois ainda há o Multiverso inteiro para desvendar

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Uma carta redundante

Querido e amado amigo
Se por acaso um dia
Essa chuva te molhar
Subirei pra cima
Só pra te buscar
E se essa menina
Alguma vez te machucar
Entrarei para dentro
Só pra te salvar
Mas preste muita
Muita atenção
Veja com os olhos
Escute com os ouvidos
E não deixe que ela te jogue no chão
Não perca seus sentidos
Isso é auto suicídio
Mas compreenda entendendo
Que isso é coisa feminina de mulher
Saia para fora
Porque ela faz o que bem quer
Peço um favor a ti
Não use sua ignorância
Me despeço por aqui
Está rendundante essa redundância

domingo, 14 de setembro de 2008

Façamos acontecer

Todos somos um
E sobre nós, todo amor do mundo
E para isso
Soldados da paz caminham
Numa eterna busca
Além das estrelas
E recebem da Lua
Toda luz para ser compartilhada

Que no nosso jardim
Possamos colher bons frutos
E dentro do coração de cada um
Tenha sempre uma ponta de bondade e esperança

Filtremos as energias
Reciclemos nossos conceitos
Tenhamos fé
Façamos acontecer
O amor ainda vai nos aquecer
E a paz ainda vai prevalecer

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Um bocado

Boca na boca
Um bocado
De lembranças
Dentro mim
Na minha boca
Um bocado
De desejos
Dentro dos meus sonhos
Lembranças
Dentro de ti
Na sua boca
Um bocado
De Lembranças
Dentro de nós
Nas nossas bocas
Um bocado
De fome
Gula
Dentro de mim
Um bocado
De açucar
Uma colher de chá
Uma colher de paixão
Uma colher de fogo
Um bocado de amor

Dois pra lá

No pé do meu samba resta calo
Calo meus cotovelos
Eles falam muito
Estão a doer
Não calo meu pandeiro
Desafinado
Pedaço de mim
Em silêncio
Um passo à frente
Dois para trás
Regressão
Dois pra lá
Dois pra cá
Valsa
No pé da minha valsa resta bolha
Um pra lá
Um pra cá
Sentidos opostos


Desatado
Frouxo
Solto
Livre

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Em Silêncio (Nicius e Bina)

Mandaram-me ter palavras
E no seu silêncio mais falante
Eu não tive
Silente, dos termos fechados, da cara fachada,
da água que não limpa, dentes, só eles produzem... o sonoro silêncio atento
num local lotado, mas vazio
onde o frio aquece e ausência que ningué merece
Atravesso Luas,
Modifico ruas,
Mudo tudo aqui dentro...
Tentar chegar ao céu
Quedas e saltos
Do teto ao chão
Do chão para o alto
Transpire minha dor,
simples, feito ardor, amor.
A minha alma está apontada para face do sossego...
Deitar, dormir e acordar
Teu ato, teu som, um fato
Depressa, vamos embora em silêncio
Deixemos algo para trás, mas ainda resta a dor
Conservar...
Conserva a dor...
Conservador
E aquele sonoro silêncio volta a atormentar
Mas isso se torna uma lembrança esquecida
E tudo aquilo de uma forma ou outra vira anseio
por causa de barulho calado que vem Bem do meio


("Bem do meio" + "Mandaram-me"
Parceria entre Vinicius e Sabrina)

Pó e cia Concreta

Pó e cia
Poesia

de canto
em canto
encanto
todo canto

cata lixo
cata lisa
catalisa dor
catalisador

morre
amor
more and more

vide a vida
vide a morte
vid amor te

a cor da corda
acorda a corda
acorda acorda
acordada
a cor dada

diverso
di verso
uni verso
universo
ao meu favor

amortecedor
amor tece dor
amortece dor

Procura-se a Poesia

poetisa amadora
poetisa criadora
de uma poesia sem futuro
poetisa amadora
poetisa amante
de uma poesia inacabada
poetisa amadora
poetisa amada
por uma poesia vazia
poetisa amadora
poetisa sonhadora
de uma poesia realista
poetisa amadora
poetisa perdida
por uma poesia foragida

Procura-se a Poesia
Ela fugiu e se perdeu
Avisos e cartazes de uma eterna busca
Ela correu acanhada, pois não era correspondida
Procura-se a Poesia
Ela ainda é nova, tem muito a ser escrita e lida
Ela tem muito a ser admirada, a ser sentida, a ser amada

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Tudo ao contrário

A chuva que cai pra cima
A dor que alivia
A água que seca
O vento que molha
O teto que eu piso
A música que eu vejo
O cheiro que ouço
A voz que eu sinto
O sol que esfria
O frio que aquece
O palhaço que chora
O coração que não bate
Meu nome ao contrário
Seu nome ao contrário
Eu peço cara
Cai coroa
Está tudo ao contrário
Tudo ao contrário
Tudo ao contrário

A madrugada

A madrugada é minha
Só minha
Ela é meu lar
Meu consolo
Meu par
Minha namorada
A noite, a madrugada
Por ela eu ando
Sem pensar no tempo
Sentindo o bater do vento
O vento que limpa
Purifica
A madrugada é minha
Só minha
E a Lua me observa
Minha confidente
Amiga
Quando nascente
Sorri pra mim
De forma doce
A madrugada é nossa
Só minha e da Lua
Mas também pode ser sua
O céu é nosso
Meu, seu, da Lua e de quem quiser

Aqui fala um passarinho

Violinos
Soam em meus ouvidos
Violinos, violas
Violas
Bola
Bola para frente
Atrás ainda não vem gente
Gente que sente
O que eu senti
O que eu sinto
Porque na frente
Cem
Sem dez
Sem mil
Sem mil beijinhos assim
Beijinhos e afins
Afim de mim
O fim de mim
Ideal no seu perfil
Perfis e estampas
Sorriso estampado
Brilho
Bilho dos olhos teus
Docinhos assim
Por carinhos meus
E cantando bem baixinho
Bem lá no cantinho
Que aqui fala um passarinho

Mandaram-me

Mandaram-me ter amor próprio
E na sua significância mais insignificante
Eu não tive

Mandaram-me der paciência
E na sua ignorância mais sábia
Eu não tive

Mandaram-me ter afeto
E na sua falta de carinho mais carinhoso
Eu não tive

Mandaram-me ter palavras
E no seu silêncio mais falante
Eu não tive

Mandaram-me ter amor
E na sua frieza mais calorosa
Eu não tive

Mandaram-me ter pé firme
E na sua falta de chão mais duro
Eu não tive

Mandaram-me ter força
E na sua fraqueza mais forte
Eu não tive

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Enquanto o Seu Lobo não vem

O que era colorido desbotou
O que era doce se acabou
Azedou

Meu computador desconfigurou
O que era história
Ficou na memória
São só lembraças bem guardadas
Zipadas

Meu rascunho ficou em branco
Antes era preenchido de boas anotações
O que era esperança
Virou um vulto
Passou por mim e não ficou

O que era real
Virou sonho
As estrelas caíram do céu
Se tornaram gotas e desceram pelo ralo

O fogo apagou
Pela chuva que molhou
E ela limpou tudo
Até o que não era sujeira

O canto suave desafinou
A orquestra não está mais em harmonia
A bailarina caiu da ponta da sapatilha
O CD arranhou
O samba parou
Os aplausos cessaram
Tornam-se vaias

O desejo fugiu
Correu apressado
O sim virou não
O talvez caiu do muro
O ato tornou-se ócio

A lua ocupou o lugar do Sol
O bem se apaixonou pelo mal
Os pés sentem frio
O coração também

A vida anda
Devagar, mas anda
A vida caminha
Passeia pelo bosque
Enquanto o Seu Lobo não vem

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Planos para o futuro

"Um dia serei reconhecido. Tomara que consiga escapar aos gritos de 'pega, pega'." (Luis Fernando Veríssimo)

Amar muito e ser correspondida de forma proporcional
Fazer muita gente feliz
Plantar uma árvore a cada filho que eu tiver
Adotar bebês
Ter cachorros
Ter dinheiro o suficiênte para ajudar alguma instituição
Evoluir espiritualmente
Não odiar alguém até meu fim
Encontrar um Anel de Fadas
Encontrar a paz espiritual
Meditar na Índia
Fazer Yoga na Índia
Ver um disco voador
Fugir da Babilônia por uns tempos
Bater record de livros lidos
Mandar o Bush tomar no cu sem ser presa
Fazer um quarto igual ao do Nino do Castelo Rá-Tim-Bum para o meu filho
Não ter televisão na minha casa
Comer legumes com muito prazer
Não beber refrigerante
Não comer no Mc Donald
Reunir todos os meus amigos e toda a minha família em uma festa de 3 dias
Mudar o período de vida da Chiquinha, para ser equivalente ao meu
Montar um globo espelhado gigante sozinha
Ter cabelo rosa por uns dias sem ser cafona

Trabalhar com jornalismo cultural (talvez)
Trabalhar com música (!!!)
Trabalhar com projetos sociais
Ter sucesso e satisfação profissional
Não ter rugas, mas sem plásticas
Comprar um estojo gigante de maquiagem
Aprender a tocar tudo de percussão
Aprender a tocar violoncelo, violino e baixo
Usar o Reactable num show da Björk
Conhecer a Björk e produzir uma música experimental com ela
Conhecer a Madonna e produzir uma música dela
Ganhar uma música do Chico Buarque ou do Caetano Veloso
Compôr uma música com o Amarante
Colecionar LPs
Dar algum palpite ao Gil para mudanças culturais no Brasil
Abrir uma casa de cultura Investir na cultura brasileira
Viajar muito, mas com bons propósitos

Encontrar a Terra do Nunca

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Soneto - O Combinado

Aqui estou a pensar
Qual o sentido da vida
O homem a se maltratar
Será que há alguma saída

Eu me esforço um bocado
Mas não é o suficiente
Se alguém fica desnorteado
Me dá um nó duplo na mente

Então vamos combinar
Eu melhoro daqui
E você melhora de lá

Assim viveremos bem
Com paz e harmonia
Feito o mundo da fantasia

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Palavras Soltas (Caio, Rachel, Sabrina e Verônica)

GIRA MUNDO
RODA GIGANTE
CALAFRIO
DESEJO ARDENTE
DE VIVER
SER E SÓ VIVER
SEM TER
SÓ QUERER
EU SÓ SEI INSISTIR
EM SORRIR
QUERER INVADIR
A TUA CASA
TEUS MELHORES DESEJOS E SENTIR
TE DAR UM BEIJO
TE ABRAÇAR
E TE ABRAÇAR
NADA DEIXA TUDO ACONTECER
O INESPERADO QUER CHEGAR
E EU DEIXOA PORTA ESTÁ ABERTA
SE ACHEGUE
POR QUE VOCÊ TEM MEDO?
NÃO TENHO MEDOS
Ó RECEIO
VAMOS RELAXAR
RECEIO?
OS PONTEIROS SÓ MARCAM O TEMPO
EU QUERIA QUE VC RELAXASSE...
SE ACHEGUE
E O MOMENTO?
ELE PASSA DEVAGAR
PRA QUEM AMA
PRA QUEM VIVE
SÓ PRECISA DO RELÓGIO QUE MARQUE OS MOMENTOS
NÃO TENHA PRESSA
OS MOMENTOS ESTÃO REGISTRADOS
ME PASSA ESSE GARFO AÍ DO TEU LADO
PRA QUE? NÃO FUJA DO ASSUNTO
NÃO QUERO MAIS LEMBRAR DESSES MOMENTOS
QUERO VIVER
APENAS TE ESQUECER
NÃO GRITE
SENTA AQUI
VAMOS CONVERSAR
EU NÃÃÃÃÃO TE AMO MAIS
JÁ FOI
JÁ BASTOU
NÃO TENHO OUTRA
SÓ QUERO PAZ
E O PASSADO?
SÃO APENAS MOMENTOS QUE A GENTE NÃO VIVE MAIS
E O MUNDO QUE FICOU EM MIM?
SÃO LEMBRANÇAS
SÓ O QUE ACONTECEU ENTRE NÓS
GIRA MUNDO
CATA VENTO
RODA PIÃO
E O MEU CORAÇÃO?
É SEMPRE CAPAZ DE AMAR
ELE AGORA
É SÓ TEU
SEM GRITAR
ME RASGAR
NÃO QUERO MAIS CHORAR
NEM BRINCAR DE ILUSÕES
SEM DAR MAIS SATISFAÇÕES
NÃO FALA NADA, DEIXA TUDO ACONTECER
NÃO TEM MAIS O QUE ACONTECER
ACABOU
BOA SORTE
NOS COMPLETAMOS NO NOSSO AMOR E ÓDIO
NÃO TEM MAIS JEITO
EU TO LEVANDO TUDO DE MIM
E UM POUCO MAIS DE VOCÊ
NÃO
ME REEINVENTO PRA VOCÊ
NÃO
VOCÊ SE REEINVENTA PRA MIM
PRA ESSA HISTÓRIA NÃO TER FIM
NÃO TER FIM
QUERO VOCÊ PERTO DE MIM
PRA FAZER UM CARINHO ASSIM
ESSA GARRAFA QUE VOCÊ CHAMA DE AMOR AQUI DENTRO VIROU
DERRAMOU
SE ESPALHOU PELO CHÃO
SE MISTUROU
MAS ESSE AMOR NÃO PODE SECAR
SECO É O SER SÓ
ELE AINDA NEM NASCEU DIREITO
DEIXA ELE VIVER
BOM ENTÃO É MELHOR EU PARAR POR AQUI
SENÃO É PERIGO DEMAIS
VOU-ME EMBORA
EU TAMBÉM

terça-feira, 1 de julho de 2008

Ser, veja!

Ser, veja!

[Cerveja: Anestesia para os (emocionalmente) incompreedidos.]

- Ser, veja! Anestesia, por favor, senão dói. Dói muito!
Pois há nesta azia uma dor que corrói tudo.
Depois de toda cerveja que tomei, ser, veja!

ser, veja, cerveja
há nesta azia, anestesia

Esperança é a última coisa que morre?

Cá com as minhas infinitas perguntas, pensei:
ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE MORRE?

NÃO! Ela não é a última que morre!
Usemos a lógica, não a emoção.
Sempre a última coisa que morre é o cansaço:
Cansaço de esperar a esperança morrer

Pah, arrasei!

Coisa de criança

Esconder tudo que há de ruim atrás da arte.
Assim permanecer com o sorriso estampado, mas que não seja falso.

Que dessa arte saia música colorida,
Saia escultura viva,
Saia pintura grave.

Disso faz-se a fantasia, vê-se tudo que não era visto antes,
Mudam-se os olhos, mudam-se os ouvidos, mudam-se os sentidos.

O ambiente muda num flash e, repentinamente, percebe-se que é uma espécie de picadeiro gigante, onde o som tem sabor, a imagem tem cheiro e as estrelas dançam.

Pode parecer coisa de criança, mas...Que seja!
Não há coisa melhor.

Apelativa

APELATIVA
A PELE
APELE
A PELE ATIVA

Falta

Falta aqui
sobra ali

a sobra da falta
eu junto aqui
completo aqui
completo ali

não falta mais sobra

Socorro

Socorro
Só corro
Canso
Descanso
Repiro
Volto
Corro
Só corro
Socorro
Canso
Canso
Respiro
Volto
Corro
Só corro
Socorro

Vem!

vem!
quando vem,
fico zen.
se não vem,
também.
vem!
se não vem,
fico sem.
e se vem,
fico bem,
melhor.
bem melhor.

(autor desconhecido)

Prazer

prazer
pra ser
feliz
querer
amor
pra ter
prazer
e ser
como
se quis

Sempre

Sempre
sempre tender
sem pretender
sempre dizer
sem predizer
sempre ferir
sem preferir
sempre sumir
sem presumir